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Em nome do pai

 

Deitamo-nos em baixo das camas

aguardando que lembren de nós

 

o silêncio e una rata vermelha

que abre e fecha a boca

 

temos ao lado a orelha aos moribundos

e mordem-nos no último suspiro

aprendemos entâo em segredo

que já nâo escutamos o amor

 

pode correr agua nas gargantas ressecadas

pouco fica por disser

quando já todos tem acreditado

suas propias mentiras

 

pode falar um home

no nome do pai

igual os orfâos escutamos

uma linguagem alheia a nossa casa.

 

(Tomado del libro Octubre)

       
 

 

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